
O programa de auditório é um dos formatos de programas mais populares na televisão.
Consiste em uma plateia composta por convidados variados, em que essa plateia interage de uma forma ou de outra no decorrer do programa.
Em alguns programas (por exemplo, o Caldeirão do Hulk e o Domingão do Faustão), há uma série de meninas belas, saradas, animadas e sorridentes dançando e se insinuando durante a programação.
Alguém já parou pra pensar na repercussão que isso tem na mente dos telespectadores?
Uma coisa é a revista dedicada à moda, beleza e fitness mostrar esse estereótipo de beleza que caracteriza a contemporaneidade (há quem diga que revistas assim só servem pra minar a auto-estima das mulheres e incitá-las a consumir cada vez mais, crítica da qual compartilho hoje e sempre). Por mais que as revistas e periódicos destinados a esse fim influenciem na forma de pensar acerca do corpo, nada influencia mais do que os programas televisivos.
A televisão dá a sensação de diálogo com o telespectador, estreita laços, dá um tom de intimidade. Isso é percebido principalmente nos programas de auditório, visto que o fato de a plateia ser composta por pessoas “comuns” faz com que o telespectador se identifique com o que está sendo mostrado, mesmo que não condiga com a realidade em que vive.
Os programas de auditório reforçam o narcisismo presente na sociedade pós-moderna, posto que nunca se deu tanto valor na imagem do corpo como na atualidade.
A televisão se utiliza do que considera belo e da constante tentativa de supervalorização do corpo para irradiar na imaginação juvenil os anseios de consumo e perfeição exterior.
Como há uma interação entre o apresentador e a plateia, os programas de auditório em geral apresentam um estilo de programação dinâmico, cujo conteúdo explora diversas experiências lúdicas, de entretenimento, de lazer e esportivas com o intuito de capturar o interesse das novas gerações.
Quais as chances de uma mulher de beleza comum (entenda-se “beleza comum” como aquela que não é a gostosona do Faustão) se tornar parecida com a garota que posa para uma revista de moda ou mesmo com a própria gostosona do Faustão? As chances são poucas, visto que até a bonitona que posa pra revista não é tudo aquilo que você vê (Ahh, não sabia? O Photoshop sempre dá um jeitinho nas estrias, celulites e manchinhas das quais nenhuma mulher está isenta!). E quem disse (excetuando os programas que veiculam conteúdos de massa, que tem pouca ou nenhuma influência positiva no aspecto do culto ao corpo) que a mulher “beleza comum” deve tentar se enquadrar no padrão?
No final das contas, os programas de auditório que tem nas “máquinas dançantes” seu plano de fundo representam os aplausos dedicados à cultura do espetáculo, explorando o culto ao corpo de uma forma mercadológica e espetacularizada, imprimindo em quem está do outro lado da telinha os clichês e estereótipos que excitam a imaginação e a gana pelo consumo. Não se iluda, não adianta pensar que é diferente.
Consiste em uma plateia composta por convidados variados, em que essa plateia interage de uma forma ou de outra no decorrer do programa.
Em alguns programas (por exemplo, o Caldeirão do Hulk e o Domingão do Faustão), há uma série de meninas belas, saradas, animadas e sorridentes dançando e se insinuando durante a programação.
Alguém já parou pra pensar na repercussão que isso tem na mente dos telespectadores?
Uma coisa é a revista dedicada à moda, beleza e fitness mostrar esse estereótipo de beleza que caracteriza a contemporaneidade (há quem diga que revistas assim só servem pra minar a auto-estima das mulheres e incitá-las a consumir cada vez mais, crítica da qual compartilho hoje e sempre). Por mais que as revistas e periódicos destinados a esse fim influenciem na forma de pensar acerca do corpo, nada influencia mais do que os programas televisivos.
A televisão dá a sensação de diálogo com o telespectador, estreita laços, dá um tom de intimidade. Isso é percebido principalmente nos programas de auditório, visto que o fato de a plateia ser composta por pessoas “comuns” faz com que o telespectador se identifique com o que está sendo mostrado, mesmo que não condiga com a realidade em que vive.
Os programas de auditório reforçam o narcisismo presente na sociedade pós-moderna, posto que nunca se deu tanto valor na imagem do corpo como na atualidade.
A televisão se utiliza do que considera belo e da constante tentativa de supervalorização do corpo para irradiar na imaginação juvenil os anseios de consumo e perfeição exterior.
Como há uma interação entre o apresentador e a plateia, os programas de auditório em geral apresentam um estilo de programação dinâmico, cujo conteúdo explora diversas experiências lúdicas, de entretenimento, de lazer e esportivas com o intuito de capturar o interesse das novas gerações.
Quais as chances de uma mulher de beleza comum (entenda-se “beleza comum” como aquela que não é a gostosona do Faustão) se tornar parecida com a garota que posa para uma revista de moda ou mesmo com a própria gostosona do Faustão? As chances são poucas, visto que até a bonitona que posa pra revista não é tudo aquilo que você vê (Ahh, não sabia? O Photoshop sempre dá um jeitinho nas estrias, celulites e manchinhas das quais nenhuma mulher está isenta!). E quem disse (excetuando os programas que veiculam conteúdos de massa, que tem pouca ou nenhuma influência positiva no aspecto do culto ao corpo) que a mulher “beleza comum” deve tentar se enquadrar no padrão?
No final das contas, os programas de auditório que tem nas “máquinas dançantes” seu plano de fundo representam os aplausos dedicados à cultura do espetáculo, explorando o culto ao corpo de uma forma mercadológica e espetacularizada, imprimindo em quem está do outro lado da telinha os clichês e estereótipos que excitam a imaginação e a gana pelo consumo. Não se iluda, não adianta pensar que é diferente.
Nota 10!!!
ResponderExcluirIsso aí Larissa! Ótima matéria! Vamos dizer não a essa ditadura da beleza que a mídia tanto impões a nós! Diga não aos rótulos!
ResponderExcluirUm texto bem articulado e que aborda um viés interessante sobre o tema da cultura do corpo, que é a influência dos programas de auditório.
ResponderExcluirMuito bom, parabéns!
Concordo plenamente com tudo que você disse, Larissa!!
ResponderExcluirConcordo plenamente com tudo que vc disse, Larissa!!!
ResponderExcluirParabéns pela matéria!
ResponderExcluirTidos como simplesmente formas de entretenimento, esses programas são realmente muuito mais perigosos do que se pensa...
Uma verdadeira apologia à Ditadura da beleza!